quinta-feira, 27 de outubro de 2016

FUAD

Meu grande amigo Ballura
Hoje em seu aniversário
Desejo-lhe muita ventura
E nada lhe saia ao contrário

Por Deus seja abençoado,
Também seus familiares,
Que estão sempre ao seu lado
Na fortuna e nos pesares. 

Apesar de não presente, 
Meu caríssimo Fuad
Conservo em minha mente
Nossa grande amizade.
​

Parabéns  
17/9/2016                                                                                   
Francisco de Oliveira Freire.

MURILO

Caro amigo Murilo,

Dia de aniversário
É de muita alegria.
Faz lembrar o berçário
No dia em que nascia.

Foi crescendo e aprendendo
E na vida se formou,
Muitas batalhas vencendo
Seu sonho se realizou.

Agora septuagenário
No aconchego da família
Todo mundo é solidário
Não apenas os de Brasília

Deus lhe seja benigno
E abençoe a todos vós.
Sei que você  é digno
Como seus tataravós.

Aqui fica o signatário,
Péssimo escrevinhador.
Dizê-lo é desnecessário,
Pense só no admirador.

PARABENS!!!

10/11/2015
Francisco de Oliveira Freire.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

PÍLULAS 5

                                    PÍLULAS 5

A IBM (International Business Machines) possui um Centro Educacional Residencial na Gávea, Rio de Janeiro. Funciona como escola e hotel para os participantes. Certa vez estive lá, com alguns colegas do Banco Central e de outras empresas para assimilar as novidades na área de informática. Nos intervalos das palestras íamos para uma sala onde, entre outras coisas havia uma mesa com uma profusão e variedade de bebidas e petiscos de chamar a atenção. Era chá, café, sucos, refrigerantes, sanduiches, biscoitos, bolos etc. a ponto de alguém sentenciar que IBM era, na verdade, a sigla de “Instructions Between Meals”.

Um senhor chamou seu empregado e lhe ordenou:                            -Vá a este endereço, pergunte pela sra. Erda e entregue-lhe este pacote.
-Mas senhor, arguiu o moço, não vou me lembrar do  nome dessa senhora.
-É fácil, lembre-se dos dejetos que nosso organismo expele e suprima a letra inicial.
Lá se foi nosso personagem todo compenetrado e em chegando indagou:
-A sra. Osta se encontra?


Esta eu devo ao meu amigo e colega Vicente Petinati, que me narrou os detalhes. Um certo colega, a cujo nome falta a primeira letra para se tornar constrangedor, chama-se Enis. Para sua tristeza, foi chamado pelo nome impróprio e ficou aborrecido. Nunca mais me chame assim, disse. Comentando o ocorrido com o Geraldino, este, espirituoso e sarcástico como sempre, tranquilizou o Petinati com estas palavras:
-Está tudo bem, ele já mudou de nome.
-Qual o nome dele agora?
-Aralho.  

O idioma português tem suas manhas: o aumentativo de algumas palavras do gênero feminino, mudam de gênero e de significado. Mulherão, por exemplo, não é uma mulher enorme, mas uma cujos dotes físicos são apreciáveis. Batalhão não é uma batalha com milhões de combatentes, mas um agrupamento de soldados formando uma unidade militar comandada por um oficial de patente elevada. Palavrão, não é uma palavra com muitas sílabas, como paralelepípedo, mas uma palavra cujo significado ofende ouvidos puritanos e pode ser bem pequena, com apenas duas letras. 

No Banco do Brasil, o Plínio era um chefe de mau humor e certa agressividade verbal. Quando precisava de uma informação, a resposta tinha de ser pronta e correta, senão era bronca na certa. O Esgalha, um de seus subordinados, saiu-se bem neste episódio: O Plínio entrou no recinto do computador, dirigiu-se ao Esgalha e perguntou: -Cadê aquela fita? (magnética).                                         O Esgalha, que não sabia de que fita se tratava, respondeu:
-Está no outro.
Plínio: -Que outro?
Esgalha: -Que fita?

Nossa estimada colega Maria Quinzani, certamente tinha mais idade que seu nome sugeria, talvez trentuno ou quarantadue ani. Era seu aniversário. Na hora do lanche, quando estava recebendo os parabéns dos amigos o Corazza falou:
-Agora o nome dela passa a ser Maria Dezesseis-ani.
Obrigado, Petinati, por essa dica.

Corriam os anos 60 e a revolução sexual estava nos seus primórdios. Mulher solteira virgem não era raridade como hoje. No Banco do Brasil havia duas colegas irmãs, cujos nomes fictícios são Joana e Ivana. Ivana, a mais nova, era um mulherão e já tinha perdido a virgindade como era do conhecimento geral. Quanto a Joana, estava se guardando para seu futuro marido. Um dia, numa conversa entre amigos, resolveu desabafar. Tinha trinta anos. Iria esperar até os trinta e cinco. Se não se casasse iria liberar geral. A gozação não se fez esperar:
-Eu sou o primeiro da fila.
-Não se esqueça de mim.
-Eu também quero.
Timidamente, com um sorriso discreto, afastou-se do grupo com muita pressa.

sábado, 15 de outubro de 2016

PÍLULAS 4

PÍLULAS 4

Hoje em dia está muito em voga fazer Pilates. Como não gosto de ser maltratado, comigo Pilates não tem vez. Tô fora. Nem Herodes nem Pilates.


Altair é um nome que serve para ambos os sexos. É também o nome de uma estrela classificada pelos astrônomos como “alpha aquilae”, ou seja, estrela alfa da constelação de águia. Conta-se que um casal foi a uma festa. Enquanto o marido se distraia em uma conversa, um “don juan” tentou seduzir sua esposa. Ao perceber o que acontecia o marido apressou-se e severamente repreendeu o sujeito: Alto aí. Ela é minha mulher. O cara, apavorado, deu no pé. O casal chegando em casa resolveu comemorar. Feliz, o marido disse: o nome do rebento vai ser Alto Aí. Não seja bobo, disse a mulher. Esse nome não existe. Se você quiser algo parecido, porque não Altair?


Mote: Montanha

Escalar uma montanha?
É tarefa pra alpinista.
Tô fora dessa façanha,
Por mais que você insista.


Tive um colega chamado Rubens Tellechea. Tellechea soa quase como tela cheia. Na área de informática onde trabalhávamos tela cheia é “full screen”. Esse ficou sendo seu apelido.
 

Mote: Paraquedas

Saltar de paraquedas,
Essa aventura macabra,
Nem por muitas moedas,
Pois temo que não se abra.


Macedo é um nome que não combina com seu significado. Todos os Macedo que conheci, ao invés de chegarem mais cedo, sempre chegavam mais tarde.


Mote: Frígida

Ofereceram-me a Gina,
Mas acho que ela é frígida.
Então lhe disse: vá Gina
 E me traga a Lollobrígida.


Certo colega ainda conservava algum regionalismo ao falar. O mais extravagante era chamar “bom” de “bão”. Isso custou-lhe uma gafe. Um dia flagrei-o despedindo-se de sua tia pelo telefone: “Tia, um dia bão para a senhora”.


Mote: Humor

Até mesmo o bom Jesus,
Muito antes de ir à cruz,
Teve alterado Seu humor.
Foi quando viu o mau exemplo
Dos vendilhões que, no templo,
Mercadejavam sem pudor.


No Brasil todo a expressão “Nossa Senhora” é usada como interjeição quando convém. Mas o paulistano abreviou para “Noooossa!” e o mineiro para “Noooó!”. Já o cearense prefere “Vixe!”.  Todo mundo sabe que o mineiro é quem mais trunca palavras. “Onde você mora?” para ele é “on cê mó?”. Aproveitando a deixa vou repetir uma piada que ouvi por aí. Uma americana estava num motel com um mineiro e pediu bis com estas palavras: “Once more”. O mineiro respondeu: “Eu mó em Bezonte ué”.



Mote: Garganta

De que te vale a garganta
E muito palavreado?
Na hora de minha janta
Tu serás o frango assado.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

PÍLULAS 3

        PÍLULAS 3

Conheci uma senhora chamada Isa. É do conhecimento geral uma cantora chamada MAisa. Gostaria de conhecer a BOAisa, mas já procurei exaustivamente e não encontrei. Se alguém souber...

Quando eu trabalhava no Banco do Brasil, um corretor brincalhão sempre se apresentava assim: Meu nome é CarValho, com V. Ríamos muito. Isso me inspirou uma forma de evitar certo palavrão. Eu podia dizer “na casa do carvalho” sem ofender os puritanos. Quem quisesse que entendesse.

Tive um colega de nome Archavil. Aproveitando a deixa, outro colega fez-lhe a seguinte interrogação: não vá archá vil meu pedido, mas você tem um cigarro?

Certos pais não refletem muito a dar nomes a seus filhos. Conheci um senhor chamado Cordovil. A sonoridade é muito semelhante a corno vil.

Outro pai, de sobrenome Valadão, deu a seu filho o nome de Ary. Quando adulto, tornou-se político. Não demorou muito foi apelidado por seus desafetos de Ali Vailadrão. Não entro no mérito da questão.

Já meu colega Fernando Braga Costa não se importava muito com a peculiaridade de seu nome. Alguém lhe disse: Fernando, dá para fazer um trocadilho com seu nome. Ele respondeu: dá sim. É só trocar o B de Braga pelo C de Costa.

O nome Dirce se presta a brincadeiras do tipo: Quem dirce isso? Foi você quem dirce isso? Mas só tem graça na presença da vítima.

Quando a pessoa não liga, o pessoal acaba esquecendo. Não foi o caso do João Carajilevsky (ou algo parecido) de descendência polonesa. Quando o telefone tocava procurando por ele, o atendente o chamava com voz bem alta: João Caranguejo,   telefone! Ele vinha, todo vermelho e bravo: Porra, esse não é meu nome. Mas não adiantava, o drama se repetia.

Meu irmão, já falecido, que era da marinha, teve um professor na Escola Naval que tinha o apelido de “drops’. Eu lhe perguntei: Porque “drops”? Ele respondeu: Porque era chato, metido a americano e não valia nada.

Chega de nomes. Passemos agora ao idioma português. A palavra “descabelado” tem dois significados: 1 - sem cabelos; 2 – despenteado. Observei duas incoerências: No primeiro caso, o antônimo de descabelado deveria ser cabelado, não cabeludo. No segundo, deveria existir o verbo cabelar significando pentear. Exemplo: Você já se cabelou hoje?

Algo que me intriga sobremaneira é o nome Inconfidência Mineira dado à conspiração liderada por Tiradentes. Todos os participantes são chamados de inconfidentes. Inconfidente é um termo pejorativo e quer dizer “aquele em quem não se pode confiar”. Para mim o único inconfidente foi Joaquim Silvério dos Reis e o nome do movimento deveria ser Conspiração Mineira.